Mar Herculano

desprotegida e sem laços... numa explosão de emoções!

Meu Diário
21/04/2009 18h24
ANYTIME, ANYWHERE...


Manaus, 21 de Abril de 2009       17:30 hs       Terça-Feira


Hoje necessito escrever sem normas e sem quaisquer regras. Talvez por ser exatamente assim que desejo viver. As esperas, as expectativas, as obrigações me cansam, enlouquecem, esvaziam e ressecam.

Em qualquer tempo, em qualquer lugar, por que é tão difícil sermos verdadeiros? Por que se torna tão difícil retirar as máscaras? Pois, não possuo qualquer tempo e não pertenço a qualquer lugar. A vida é tão efemera quanto o pavio de uma vela e tão frágil quanto o mais fino dos cristais... os dias passam, se esvaem e as pessoas que dantes me eram tão caras não mais a mim reconhecem, as mudanças ocorrem à nossa revelia, eu também não me reconheço mais...oscilo perigosamente entre o presente e o passado, sem nenhuma perspectiva de qualquer futuro, sem a mais básica das emoções...

As vozes que hoje sussurram em meus ouvidos são outras... não revelam, retiram! Não abençoam, maldizem! Não cantam, pranteiam! Transformam-me em estranha a observar os anos que passam, as estações que se sucedem... as esperanças que morrem...

Tudo é tão simples e tornamos tão complexo... Inventamos artifícios para nos comprazermos com a infelicidade. O que torna o homem tão afeito aos dissabores? Por que a alegria será sempre sinônimo de leviandade ou pecado? Por que a contemplação e o platonismo serão eternamente modelos de virtude e a intensidade, a paixão sinônimo de impulsividade e loucura?

Não desejo criar raízes, pois, sou ave e dessa forma, minha natureza é voar o mais alto que a ventania impiedosa permita... Não temo as intempéries... raios, trovões e a chuva me fascinam... sou parte delas! Não desejo pousar no cárcere da estabilidade, pois, sou inconstância... amo sem ser amada... sou amada sem amar... sorrio entre lágrimas e choro entre gargalhadas... Quando pensares que estou firmemente segura entre tuas mãos será o momento exato da minha fuga... e quando imaginares que estou distante me perceberás ao teu lado para enfrentar as batalhas da vida... não te abandono, porém, não me peças que fique!

Sou de nenhum tempo e de nenhum lugar...


Publicado por Marúcia Herculano em 21/04/2009 às 18h24

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