

PROFANO SENTIMENTO
Desse trejeito moleque gosto tanto De quem debocha das tormentas e dores! Dos caminhos colhe perfumadas flores Deslizando-as em meu rosto qual encanto! Incendeio-me num murmúrio de espanto Ante um riso repleto de fulgores Solvendo a alma em incontáveis cores Do amor, a fé no mais sublime canto! Ao eterno divagar, estou condenada Porém, me sacia tê-lo nesta loucura! Tal esmeralda rara a ser lapidada Entrego-me, sem pudor, à tua ventura! Profana, tão menina e apaixonada Alheia se a outros olhos sou impura! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 04/09/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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