

SE NÃO HOUVESSE O TALVEZ
A esperança não residiria no olhar Rejeitaria toda quimera e poesia Ensandecida no amargor da nostalgia Partiria... a fim de nunca mais regressar!
O silêncio prevaleceria tão eloqüente O coração frio... à mercê no deserto! Imergindo nas profundezas do incerto Açoitado nessa fúria inclemente!
E o breu da pura noite remanescente Ocultaria as veredas do meu norte Testemunhando solidão e a pouca sorte...
Na pele as marcas da mágoa descrente! Sorvendo a alma o cálice incandescente E tendo no gosto do fel... o único consorte! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 29/09/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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