

ENFURECE
Quando desdenhas a ausência de orgulho Presumindo o meu amar tua propriedade! Engana-te: sou a senhora dessa vontade E posso te ofertar desprezo ou arrulho!
Acaso transmutes ternura em entulho E eu fique à mercê da indignidade Creia: chega ao final a dor da saudade E desfaz-se qual frágil papel de embrulho!
Haverá algo tão ambíguo e espúrio Quanto a entrega altiva e traiçoeira? Ansiar a afeição sem qualquer perjúrio
Como passarinho busca a cumeeira? E deparar-se com o vago murmúrio Sinal de cinzas onde se foi fogueira! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 08/10/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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