

Sob a cândida quimera os pés balançam Levados pela brisa ao cair das tardes! Em intangíveis vôos no céu se lançam Sem enxergar ao redor as frias grades!
Sequer os fundos e tristes olhos cansam De ignorar renúncias duras e covardes! Sepultam as nódoas... irrequietos dançam Regados num vasto fulgor de saudades!
E se acaso rompe o véu da realidade Por entre os versos escapa e se oculta A menina arde em plena intensidade
Mas, a dor jamais vergará como adulta! Importará ser refém da leviandade Quando sonhar... é a decisão resoluta? Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 26/10/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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