

A OSTRA
Sob a formosa concha jaz um tesouro Resultante duma impotente defesa Veneno cristalizado na incerteza Do coração vencido por frases d’ouro!
Implacável poeta... baluarte mouro Invasor da fortaleza, dantes, coesa! Decantas versos de caprichosa proeza Ofertando luz ao lamentoso agouro!
Tens minha triste alma... livre de disfarce Cativa e entregue em toda a singeleza Renúncia firmada no fogo e nobreza
Para não ausentar-se da égide dos teus olhos! Porém, a ti ocultarei nestes afolhos O pesar amargo desse desenlace! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 28/10/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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