

SONETO DO ADEUS
Das palavras estudadas me despeço Pois, outrora, éramos a cumplicidade! Insanos amantes no mar... igualdade E, hoje, migalha, a ti, humilde, eu peço!
Por ventura é a dor que, ora, professo Um clamor de socorro na obscuridade? Fruto amargo... chamada sinceridade Sob a qual o teu sentir se faz expresso?
Vencida, pela indiferença, confesso: Motivo não há para seguir na luta! Quando a emoção se transforma em permuta
É porque o desamor brilha forte e impresso Incinerando o sonho de infame egresso... E a sensatez a razão não mais escuta!
Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 09/11/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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