

NARCISO Branda superfície encobre a profundeza Reflexo pela presunção distorcido! Intento, imprudentemente, subvertido Em meio aos valores de falsa grandeza! Moldado por egoística torpeza É Narciso, cujo amar foi corrompido! Vivendo seu próprio universo... aturdido Ignora o êxtase de ser, ao outro, surpresa! Na mente, inerte, sem remorso ou clareza Converte emoção num vil ato incontido! Destinado ao sofrimento e desprovido Dos anseios da humana natureza! Tornou-se abissal espectro só na incerteza Morada negra... do capricho leviano! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 21/12/2008
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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