

NORTE PERDIDO De tanto vagar entre gélidos mares O meu espírito fenece entorpecido! Qual migrante a temer o desconhecido Ou ave penitente sem alçar os ares! Ajoelho-me perante múltiplos altares Num lamento silencioso e compungido! Longe da razão... vilmente entontecido Na ausência-presente de intensos amares! Olho ao redor e entrevejo os tristes pares Dum norte no desengano percorrido... E pela força da solidão vencido Fonte esvaída sob o céu dos cismares! Lançando-me aos desejos frios e vulgares: Anjo maculado... nessa dor destruído! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 25/01/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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