

OCULTAmente (O ANTES) Eu não revelo essa ternura insuspeita Ou o quanto tal ânimo a mim amedronta Escudo-me nas palavras de dura afronta Por existir em teu coração outra eleita! Sonhava, somente, ser enfim aceita Sendo o escárnio, da lança, a fria ponta Dizimando a fantasia que desponta Semelhante bolha na pressão desfeita! Em atitudes, evidencio-me imperfeita Da branca lua sou o lado mais obscuro! De desejo inocente e também, impuro Ressurjo dos tropeços, quase, refeita! E ao desamor exorcizo na seita Aonde as forças da remissão, conjuro! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 30/01/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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