

É OUTONO... NOVAMENTE... Como podes pensar que de propósito te magoaria Se da efemeridade de amar guardo mais que lembranças? E mesmo dominada por constantes intemperanças A força contida na insuportável ausência jamais renegaria...
Acaso pudesse... a mágoa dum novo outono eu retardaria E ensurdeceria os ouvidos aos alegres gritos de crianças... Não sentiria a suavidade do teu toque em minhas tranças Sabendo ser miragem povoando-me a alma tão vazia!
Nos soluços me vejo submersa na penetrante nostalgia Contemplando a cândida formosura das folhas mortas... Que em mim se convertem nas escancaradas comportas
Dessas sensações arrefecidas pela intraduzível poesia! Não suporto prosseguir envolta na suprema agonia... Enquanto a luz da vida se esvai entre estas portas!
Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 02/05/2009
Alterado em 17/06/2026 Comentários
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