

Quem perde seus bens perde muito; quem perde um amigo perde mais; mas, quem perde a coragem perde tudo. (M. de Cervantes)
BORDERLINE
Em desespero a consciência mutilo! Entre limites oscila a identidade... Num turbilhão se desfaz a integridade... Débil... Faço-me vácuo sem qualquer estilo!
A destreza, vã, da palavra, domino... Pois, através dela encontro a amenidade! Contrapondo-se à injuriosa intensidade... Por instantes a paz... dum clarão divino!
Urge fragmentar-me no clamor genuíno E aos pedaços aspiro por liberdade! Sem repressões do pudor ou da saudade
Anseio sonhar com a inocência dum menino! Nesse mosaico onde pouco a pouco mino Os últimos rastros da felicidade!
Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 04/05/2009
Alterado em 25/06/2024 Comentários
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