

ESTOU SÓ...
E da vida faço impiedoso tormento... Sem possuir asas... Quedo-me sob a força o vento Não existem sonhos no coração!
Longe do mundo retorno à prisão... Caminho imperceptível feito indigente... Sou do meu eu tão ausente... Debato-me em meio à fria escuridão!
Nas minhas lágrimas inexiste afetação. Insisto na presença dum querer vazio... Tudo aos poucos se destrói... sinto arrepio! Enlouqueço possuída na mais funda solidão!
E na amarga celebração... Transformo-me em espectro Dum lento escoar Desses outonais tristes dias!Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 11/05/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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