

PÉRFIDA
Eu serei o teu ignominioso segredo Donzela afeita aos tropeços e ao negrume! Ultraje à fingida moral e ao costume De tornar a vida repetido enredo!
Acaso venha conduzir-te ao degredo... Dos trespassados pela dor do ciúme Ignorando-te, com vil malícia, o queixume Desse olhar pleno de ternura e de medo...
Não te enganes... nada mais é que arremedo Imitação pífia sem qualquer vaidade Esperando-te com disponibilidade
Sob o silêncio triste dum arvoredo! Ocultando a doçura no gosto azedo Dos acabrunhados na crua frialdade! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 11/05/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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