

MELANCOLIA Conceda-me falar da minha desilusão Embora, a palavra, tristeza não expresse! E tampouco, o ensombrecido olhar confesse O cansaço... por tanto te esperar em vão! Rendi-me com a volúpia e a sofreguidão Qual a bela manhã que logo entardece! E a esperança dum futuro não houvesse No cambaleante rumar para a solidão! Nesse outono, tomada de franca intuição Prevejo a falta daquilo que enternece! Sem calor, a alma violada desaquece No mutismo dorido da contemplação! Enrodilhando-se num coercitivo grilhão Guarda a parceria do céu que anoitece! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 15/05/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
|