POR QUE A POESIA?
Não teço versos para ser compreendida
Ou angariar louvor e ternas afeições!
Semelhante a todos, retenho frustrações
Encobertas na entrelinha presumida!
Entre compenetrada e tão distraída
Resvalo por incongruentes inclinações
Dualidade dessas intensas sensações
Resfôlego duma esperança esvaída!
A palavra transformo em sutil saída!
Ela detém o poder das divagações
Capaz de balsamizar quaisquer repressões
Que tornem sem sentido a indômita vida!
Estende espaços... cicatriza a ferida
Imposta pelo sopro das limitações!