

A FIM DE PRESERVAR-ME Do amor que me inspiras extingo os vestígios N’águas, pela desconfiança, lamacentas! Lacunas a surgirem sob as tormentas Desses tantos desencontros e litígios! Quanto vale se, no presente, lamentas Ou trazes o frescor puro dos alísios? Podes transformar as marcas de suplícios E retirar da pele as máculas cruentas? Confiar? Se na turbulência te ausentas? Deixas-me, pois: feita de amargor e desvario! Sou sombra e a luz me causa fremente arrepio Úmidos vendavais... nuvens agourentas Que se desfazem acanhadas e lentas Traduzindo-me a dor do espírito vazio! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 30/05/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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