

NÁUFRAGA Não procures compreender o que se passa E as motivações dessa fuga silenciosa A confiança cada dia se torna mais esparsa E não é capricho da alma fútil ou melindrosa! A emoção que me diriges é sempre escassa E meu amar faz-se inútil ante tua paixão gananciosa! Que culpa tens se a insegurança a mim devassa Ou sou tomada de tanta impressão perniciosa? Mas, a razão cobra-me uma atitude valorosa Ditada pela sublimidade e total coerência Encaminho-me rumo à fria solidão desditosa A fim de restituir-te a liberdade da efervescência! Dizendo adeus à fantasia de delicadeza amorosa Naufrago em mares duma escura turbulência! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 23/06/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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