

PEGADAS DA AUSÊNCIA Encontrei as tuas pegadas noutra estrada Cravejando-me a pele com profundo espinho! O meu abraço não é mais o acolhedor ninho Donde repousavas a essência enlutada! Indiferente, conservo-me escravizada Como entontecida em insalubre vinho! Tropeçando a cada passo do caminho E a sentir a amargura na alma enraizada! Ao amanhecer elevo a face orvalhada A suplicar o esquecimento dum dia! Refugiada compungida na abadia Cego tributo à confiança desgastada! É mortalha da prudência encarcerada Enredada, em devaneios, numa agonia! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 26/06/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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