

PERDOA, AMIGO, O MEU ENGANO! Somos há tanto tempo grandes amigos E em teu puro abraço jamais vi desejo! Nossas emoções não causaram arquejo Na vida, um do outro, infatigáveis abrigos! Impeças minha dor incitar castigos Ignores a tentação implícita em meu ensejo! Pois, abro os olhos e confesso: não o vejo Sou refém de sonhos desfeitos e antigos! Se, de fato, sempre estiveste comigo Guiando-me quando me perdi em desacerto! E reafirmando que tudo tem conserto Como poderia ser injusta contigo? Perdoa, então, se de forma rude eu te digo: É despeito o cerne do pranto que verto! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 10/07/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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