

O PONTO ONDE NÃO HÁ RETORNO Observa-me a folha de papel branca e fria A desdenhar duma ausência total de emoções! Tornando-me mais uma entre as vastas legiões Dos que caminham sobre as cinzas da alegria! Pudesse, oh, Deus, sufocar a ânsia tardia E extirpar dessas entranhas as incompreensões! Reencontrando em meu interior velhas vibrações E libertar a alma da noite sombria! Amei na luminosidade do dia Porém, violentei as límpidas aspirações Rumando, por escolha, aos braços de ilusões Dispostas em falso encanto e rebeldia! Atingindo o ponto onde resta a agonia De não se enxergar além das degradações! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 14/07/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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