

PARABÉNS, EX-AMOR! Sobrevoei os abismos nebulosos da saudade E observei as mãos gélidas, de súbito, paradas... As antigas emoções reprimidas e fragilizadas Devastadas sob o escárnio da minha orfandade! No caminhar nada resta além duma tenuidade És a miragem entrevista nas nuvens embranquecidas! Fragmentos de nossas almas solitárias e aturdidas Dispostas a enfrentar o sentir sem tempo ou idade! Desdenhamos da suprema astúcia da fatalidade Condenando-nos a vagar quais sinfonias esquecidas! Em quentes e pesarosas lágrimas, por vezes, aludidas Num íntimo e desesperado grito pela frágil sanidade! Deposito aos teus pés os escombros da intensidade Do que sou, do amor vibrando e das esperanças perdidas! Recebe-as como testemunhas das atitudes inibidas A fim de preservar os últimos resquícios... de felicidade! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 02/08/2009
Alterado em 05/12/2009 Comentários
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