

DESNUDA Durante tanto tempo desejei tocar-te A fim de libertar a alma do delírio De supor ser em tuas mãos frágil lírio E dessa incongruência tão absurda de amar-te! Os meus segredos mais obscuros revelar-te E quebrar a imagem de santa no círio! Não temer, se no calor, despudor crio Poderosa leviandade, enfim, mostrar-te! Ah, quem será a boneca tecida na arte Dos versos melodiosos e desditosos? Mas, no íntimo desprezíveis e escabrosos Vênus resplandecente às sombras de Marte! Enlevada em sonhos de pelo amor curar-te Sem ater-se seguir os abismos espinhosos! Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 02/01/2010
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